10 espécies de animais que deixaram de existir nesse século

10 espécies de animais que deixaram de existir nesse século

Infelizmente essa é uma lista que não gostaríamos de fazer. Desde o início dos tempos a ação direta ou indireta do ser humano tem feito com que espécies desapareçam da face do planeta. Listamos dez animais que (por conta de falta de alimento, destruição do habitat natural, aumento da temperatura e caça predatória, dentre outras causas) deixaram de existir somente nos primeiros 17 anos desse século.
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10. Borboleta da Madeira (pieris brassicae wollastoni) – oficialmente extinta em 2007
Conhecida como Grande Branca da Madeira é a primeira borboleta a ser considerada oficialmente extinta em território europeu, como resultado da ação humana. Especialistas apontaram como causas do desaparecimento desta subespécie endêmica do Arquipélago da Madeira, a perda de habitat devido ao aumento do índice de construção e a poluição proveniente de fertilizantes agrícolas. Desde a década de 80 não haviam registros oficiais de aparição dessa espécie, porém ainda restavam relatos de exemplares vistos esporadicamente.
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9. Puma Oriental (puma concolor cougar) – oficialmente extinta em 2015
A subespécie que ocupava o leste da América do Norte é equivalente à onça-parda no Brasil. Ironicamente o puma oriental costumava ser chamado de “felino fantasma”, porque nunca havia sido avistado por ninguém. Agora, sabe-se o motivo: acredita-se que o grande felino esteja extinto desde meados de 1930. Segundo as autoridades americanas, os dois últimos pumas orientais foram vistos nesta época, e ambos foram mortos. Um foi morto por um caçador em Maine, em 1938. Antes disso, em 1932, outro havia sido encontrado morto em New Brunswick, no Canadá. Múltiplas razões podem ser enumeradas para o desaparecimento da espécie, porém isso ocorreu sobretudo devido à caça e à perda do território. A população começou a declinar no século 19, quando os europeus chegaram e mataram os pumas para proteger o gado criado para consumo humano. O desmatamento em massa também limitou o território do puma oriental e acabou com os cervos, que eram a sua principal presa.
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8. Tigre do Cáspio (panthera tigris virgata) – oficialmente extinta em 2003
Uma das 3 espécies de tigre extintas, das 9 que existiam nos tempos atuais, o felino habitava toda a região da Rússia até parte do território chinês. O quarto maior felino existente, chegando a incríveis 240 kg e 2,7 metros de comprimento, o Tigre do Cáspio também era conhecido como Tigre Persa. Foi praticamente erradicado da Rússia, onde era enxergado com empecilho para o plantio de arroz e algodão (sendo inclusive caçado pelo exército sob ordens do governo russo). A foto é de um exemplar no zoológico de Berlim, em 1899. Especula-se que o animal estava extinto desde a década de 60, porém ainda haviam relatos de avistamentos da espécie. Uma curiosidade é que era essa espécie de tigre que era utilizada em apresentações no Coliseu romano, por ser acessível e abundante no Leste Europeu.
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7. Foca monge das Caraíbas (monachus tropicalis) – oficialmente extinta em 2008
A espécie que vivia no Mar do Caribe viveu por 15 milhões sem ser importunada, até que em 1494 (segundo anotações das embarcações), a tripulação de Cristovão Colombo avistou alguns exemplares e mataram 8 delas para alimentar a tripulação. Desde então a caça desenfreada foi a principal causa da extinção dessa espécie de foca. Medindo até 2,2 metros de comprimento e pesando até 130 kg, o último exemplar foi oficialmente avistado em meados do século passado, ainda tendo relatos de aparições não-oficiais até os dias atuais. Pouca coisa é conhecida sobre os hábitos desse animal, mas ela foi a única espécie de foca que possuía 4 glândulas mamárias, duas a mais que as demais espécies.
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6. Peixe Espada Chinês (psephurus gladius) – oficialmente extinta em 2007
O peixe-espada-chinês  é um peixe do rio Yantzé, na China, e é um dos maiores peixe de água doce do mundo, chegando a medir 3 metros de comprimento e mais de 100 kg. O último avistamento da espécie ocorreu em de janeiro de 2003. Recentemente foi realizada uma expedição que percorreu 488,5 km do rio, não sendo achado nenhum exemplar do animal. O peixe-espada-chinês sofreu um declínio acentuado na segunda metade do séc. XX devido à sobrepesca, degradação de habitat e poluição, tendo sua situação agravada com a construção da barragem de Gezhouba que impede a migração dos animais.
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5. Rinoceronte Negro Ocidental (diceros bicornis longipes) – oficialmente extinta em 2011
A subespécie que tinha como habitat Camarões na África ocidental, foi declarada extinta oficialmente. O animal que chegava a imponentes 1,7 metros de altura, 3,8 metros de comprimento e 1350 kg, possuía dois chifres. O maior deles podia medir até 1,3 metros, e foi justamente a extração desses chifres para fomentar a medicina oriental (que acredita que o pó processado a partir desses chifres tinha poderes medicinais variados) o principal motivo de sua extinção. Desde os anos 30, a caça era considerada ilegal em toda a África. Porém a dificuldade em se fiscalizar eficientemente todo o continente tornou praticamente impossível o impedimento da caça ilegal. O último exemplar foi avistado em 2006, e não há confirmações oficiais de animais da espécie mantidos em cativeiro.
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4. Íbex dos Pirineus (capra pyrenaica pyrenaica) – oficialmente extinta em 2000
O mamífero europeu era uma das duas subespécies extintas de íbex ibérico, sendo encontrada nas montanhas da França e Espanha. Há poucas centenas de anos eram numerosos, mas por volta de 1900 o seu número estava reduzido a menos de 100 exemplares. A partir de 1910, o número deles nunca ultrapassou os quarenta exemplares, e a espécie limitava-se a uma população habitando um parque ambiental no norte da Espanha. O último animal foi morto pela queda de uma árvore em janeiro de 2000. Uma tentativa de clonagem tentou em vão reviver a espécie em 2009, porém a fêmea não viveu mais do que 7 minutos, devido a um problema nos pulmões.
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3. Pica Pau Bico de Marfim (Campephilus principalis) – oficialmente extinta em 2005
Com aproximadamente 20 centímetros de comprimento era o maior dos pica-paus em todo o mundo. O conhecimento sobre está espécie de pica-pau é limitada porque há poucos estudos aprofundados. O Pica pau do bico de marfim teve sua população declinada vertiginosamente na segunda metade do século 19 porque as florestas, seu habitat natural, foram cortadas para apoiar a crescente demanda por madeira e para liberar espaço para assentamentos e agricultura. Além disso, o excesso de sua captura também contribuiu para a queda do numero de aves. Em 1939, estimava-se que pouco mais de 20 aves sobreviviam nos Estados Unidos. Relatos de pelo menos um macho visto no Arkansas, em 2004, foram investigados sem, no entanto, haver confirmação definitiva dos relatórios. Uma curiosidade sobre a espécie é que o famoso personagem Pica-Pau dos desenhos animados é exatamente um exemplar dessa espécie, como mostra no episódio “Dumb Like a Fox” (“Esperto Contra Sabido”, na versão brasileira) onde um museu oferece a recompensa de 25 dólares para quem capturar um “campephilus principalis”.
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2. Ararinha Azul (cyanopsitta spixii) – oficialmente extinta em 2005
E aí está o exemplar brasileiro dessa lista. Habitante da Caatinga nordestina e oficialmente extinta na natureza (existem somente 8 exemplares em cativeiro no país), essa ave é atualmente o animal mais raro do planeta. Famosa por ser a inspiração para o personagem principal da animação “Rio”, onde inclusive são narrados detalhes do contrabando da espécie, o animal tem ganho bastante mobilização da comunidade ambiental mundial. Seu tamanho máximo é de 57 cm de comprimento e com cerca de 400 g de peso. A plumagem é azul variando de tonalidade, o que a torna um alvo para os contrabandistas de pássaros silvestres (um exemplar chega a valer 100000 dólares no mercado negro). São animais monogâmicos, tendo um único parceiro por toda a vida. Na morte de um dos membros do casal, o restante muito dificilmente volta a formar um novo casal, no máximo ingressa em um novo grupo. Além desses fatores, o desmatamento na caatinga contribuiu para a destruição de seus locais de procriação, dificultando a reprodução da espécie. A reprodução em cativeiro desta e outras espécies de psitacídeos é muito rara, condenando-a à extinção também em cativeiro. Severino, o último espécime em estado natural, arranjou uma companheira de outra espécie, uma Maracanã (Ara maracana), que vive no mesmo habitat destas araras. A companheira de Severino chegou a botar ovos, mas nunca nasceram filhotes desta união.
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1. Tartaruga Gigante de Galápagos (chelonoidis nigra) – oficialmente extinta em 2012
A maior espécie de tartaruga terrestre existente era o décimo réptil mais pesado do mundo, podendo chegar a 400 kg, com um comprimento de mais de 1,8 m. É também um dos vertebrados de vida mais longa, tendo um exemplar mantido em um zoológico australiano atingido a idade de 170 anos. Desde o descobrimento do arquipélago de Galápagos no século XVI elas foram caçadas intensamente para alimentação, especialmente de marinheiros, e seu número original, que se calcula em torno de 250 mil indivíduos, decaiu vertiginosamente desde então. Outros fatores também contribuíram para o declínio acentuado, como a introdução de novos predadores pelo homem e a destruição de seu habitat. Um último exemplar faleceu de causas naturais em um zoológico. George Solitário, como era chamado, foi alvo de diversas tentativas de reprodução em laboratório, porém todas fracassadas. Recentemente um estudo da universidade de Yale encontrou a existência de mais 17 tartarugas com ascendência na ilha Pinta, no arquipélago de Galápagos. O estudo inicial identificou nove fêmeas, três machos e cinco jovens com genes da espécie, depois de analisar mais de 1.600 amostras apresentando material genético compatível com a espécie. A descoberta é o primeiro passo para a salvação da espécie, bem como uma esperança para outras espécies consideradas extintas.
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