As 10 maiores bilheterias de filmes de países europeus

Sabemos que Hollywood é o lugar preferido dos diretores e produtoras de cinema para fazerem seus campeões de bilheteria. Mas saibam que nem só de Hollywood vive o cinema mundial. Veremos nessa lista os filmes com maior bilheteria ao redor do mundo de dez países da Europa.

10. Os Intocáveis (Intouchables) – França
Público: 25 milhões de espectadores
Bilheteria: US$ 400 milhões arrecadados
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O filme que conta a história  da improvável amizade entre um rico aristocrata tetraplégico e seu assistente negro, pobre inexperiente e problemático causou polêmica nos EUA, onde foi julgado como “racista”. Foi o filme francês indicado ao Oscar de Melhor filme Estrangeiro em 2013, e superou a bilheteria mundial do grande sucesso “O Fabuloso destino de Amélie Poulain”, que era o maior sucesso francês até então. O filme inclusive terá um remake americano com Collin Firth cogitado no papel principal.

9. O Barco – Inferno no Mar  (Das Boot) – Alemanha
Público: 13 milhões de espectadores
Bilheteria: US$ 84 milhões arrecadados
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O filme conta a história da tripulação de um submarino alemão na Segunda Guerra Mundial. A produção dramática foi indicado para seis Oscars nas categorias de melhor fotografia, melhor direção, melhor edição de som, melhor montagem, melhor mixagem de som e melhor roteiro adaptado, mas acabou não vencendo nenhuma. Por conta da filmagem em um submarino em tamanho real, construído especialmente para as filmagens, o filme foi feito todo sem captação de som. Outra curiosidade é que o diretor Wolfgang Petersen obrigou os atores a não tomarem sol durante as filmagens, para aparentar a palidez de marinheiros que passam longo tempo submersos em um submarino.
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8. 007 Operação Skyfall (Skyfall) – Grã-Bretanha
Público: 153 milhões de espectadores
Bilheteria: US$ 869 milhões arrecadados
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A megaprodução que narra a história do célebre e tantas vezes revisitado espião 007, comemora os 50 anos da série arrecadando a maior bilheteria da história do país. O filme ficou a encargo de Sam Mendes (ganhador do Oscar de Melhor Filme por Beleza Americana em 1999) que talvez seja o maior nome a já dirigir um filme da franquia. O filme agradou os críticos e foi uma das maiores bilheterias de 2012. O filme ganhou o Oscar de Melhor Edição de Som.
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7. Oito Apelidos Bascos (Ocho Apellidos Vascos) – Espanha
Público: 16 milhões de espectadores
Bilheteria: US$ 77 milhões arrecadados
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A comédia que ilustra a diversidade cultural espanhola, onde um rapaz da Andaluzia precisa convencer o pai de sua amada que mora no País Basco, conseguiu alguns números bastante improváveis. Primeiro que superou produções espanholas de grandes nomes do cinema, como O Labirinto do Fauno, de Guillermo del Toro, mesmo ser ter o respaldo de Hollywood. Segundo que tornou-se o segundo filme mais visto nos cinemas espanhóis de toda a história, atrás apenas do blockbuster Avatar. O filme já possui uma continuação, intitulada Oito Apelidos Catalães, que continuou a render bons números de bilheteria e arrecadação.
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6. A Festa de Babette (Babetes Gaestebud) – Dinamarca
Público: 15 milhões de espectadores
Bilheteria: US$ 4,4 milhões arrecadados
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O ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro em 1988 é também o maior sucesso do cinema dinamarquês de toda a história. O filme conta a história de uma moça francesa que foge para a Dinamarca no século XIX, para trabalhar na casa da família de um pastor. A garota ganha uma fortuna na loteria, e resolve romper paradigmas e fazer um jantar em comemoração na casa de seus empregadores. Apesar dos números de arrecadação e bilheteria parecerem modestos, o filme foi um sucesso de crítica, arrebatando prêmios no Globo de ouro, Festival de Cannes e BAFTA, sendo um dos filmes estrangeiros mais premiados de todos os tempos.
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5. Minha Vida de Cachorro (Mitt Liv Som Hund) – Suécia
Público: 17 milhões de espectadores
Bilheteria: US$ 10,3 milhões arrecadados
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A película sueca da década de 80 narra a história das dificuldades de um garoto, fazendo diversas referências, desde a ida da cadela Laika ao espaço até da conquista do título mundial dos pesos pesados de boxe pelo sueco Ingemar Johanson (homônimo do personagem principal). Indicado a dois Oscar nas categorias principais (diretor e roteiro adaptado), foi um dos filmes mais aclamados dos anos 80, revelando ao mundo o talento do cineasta Lasse Hallström, de Regras da Vida e Chocolate.
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4. O Pátio das cantigas – Portugal
Público: 5 milhões de espectadores
Bilheteria: US$ 3,3 milhões arrecadados
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Uma adaptação do filme homônimo de 1942, a obra mostra a vida cotidiana do povo de um típico bairro lisboeta na época das festas de santos populares no país. O filme inaugura a iniciativa Novos Clássicos, uma trilogia de adaptações de grandes obras portuguesas. O filme fez tanto sucesso no país, que acabou originando uma mini série exibida em um canal local, também sucesso de audiência. Apesar do sucesso de público e renda, a crítica especializada massacrou a iniciativa, alegando que a película feriu a memória da obra original de Francisco Carlos Lopes Ribeiro, o Ribeirinho, renomado ator e diretor português entre a década de 30 e 40, falecido em 1984.
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3. Zorba, o Grego (Zorba, the Greek) – Grécia
Público: 15 milhões de espectadores
Bilheteria: US$ 23,5 milhões arrecadados
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A obra mais antiga dessa lista, o filme greco-americano de 1964 foi baseado na obra literária de Nikos Kazantzakis que conta a improvável amizade entre um escritor britânico e o grego que dá nome ao livro, em uma viagem para a ilha de Creta. O filme é um clássico e contou com a atuação do Anthony Quinn que alavancou bastante o sucesso do filme. O filme lembrado na edição de 1965 do Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Quinn) e Melhor Roteiro Adaptado, ganahndo somente as categorias de Melhor Atriz Coadjuvante (Líla Kedrova), Melhor Fotografia – Preto e Branco e Melhor Direção de Arte – Preto e Branco. Em uma época em que o cinema vivia uma dualidade entre a transição do cinema preto e branco e o advento do cinema colorido, essa é uma das últimas obras primas concebidas em preto e branco.O filme, como os Oscars ganhos podem sugerir, tem uma fotografia belíssima aproveitando das belas paisagens da Ilha de Creta, onde o filme foi rodado.
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2. Vysotsky. Obrigado por estar vivo (Vysotsky. Thanks to be Alive) – Rússia
Público: 35 milhões de espectadores
Bilheteria: US$ 27,4 milhões arrecadados
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A obra roteirizada pelo próprio filho do polêmico poeta, ator, compositor e cantor russo Vladimir Semyonovich Vysotsky permeia o que seria a história real da derradeira turnê do astro na Ucrânia, onde foi encontrado morto sob causas que ainda fomentam teorias mirabolantes a respeito das causas do óbito. O filme teve um grande retorno de crítica e público, a despeito da polêmica carreira do astro em questão, que era conhecido pelo teor ácido e de protesto de suas obras. Um fato peculiar sobre o filme é que o ator que encenou o papel principal, não foi creditado no filme e ficou por muito tempo como uma incógnita, aumentando a mística atmosfera que envolve o filme. . Posteriormente, em 2012, o ator russo Sergev Bezrukov revelou em um talk show ter encenado o ator no filme. O ator entrava em cena já maquiado e parecia-se bastante fisicamente com Vysotsky, dificultando a identificação inclusive de seus companheiros de cena. Muitos críticos e admiradores de cinema consideram o filme Battleship Potemkin (O Encouraçado Potemkin) como o maior filme russo de todos os tempos, considerando-o uma espécie de Cidadão Kane russo. Porém o filme é datado de 1925, época do cinema mudo, dispondo de muita pouca informação fidedigna a respeito de números de bilheteria e arrecadação.
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1. A Vida é Bela (La Vita è Bella) – Itália
Público: 36 milhões de espectadores
Bilheteria: US$ 229 milhões arrecadados
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A obra prima de Roberto Benigni, que dirigiu e estrelou o filme, é um dos filmes estrangeiros de maior sucesso de todos os tempos. A história se passa na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial, e mostra todo o esforço de um judeu, mandado para um campo de concentração juntamente com seu filho, ao proteger a pureza do filho simulando que ambos estão na verdade participando de um jogo, privando-o dos verdadeiros horrores do período. O filme é um sucesso absoluto de crítica, sendo o mais premiado da lista. Indicado para as categorias de Melhor Filme (em uma das raras indicações de um filme estrangeiro), Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original e Melhor Edição, acabou levando as cobiçadas categorias de  Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Edição e Melhor Ator (Beningini). Esta última premiação se deve bastante ao fato de Benigni ser realmente casado com seu par romântico na obra, a também atriz Nicoletta Braschi. O filme foi lembrado também em Cannes, Globo de Ouro, César, Goya, BAFTA e até a indicação da canção tema para o Grammy.

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